Boi gordo: mesmo com aumento da oferta, preços não cedem

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis nesta quinta-feira, 15. Segundo o analista de Safras &
Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços do boi gordo não caem de forma consistente apesar da melhor fluidez dos negócios durante a semana. “Os frigoríficos até tentaram exercer pressão, no entanto não houve grande
aderência dos pecuaristas em realizar negociações a patamares mais baixos. De qualquer maneira o volume de animais ofertado não cresceu a ponto de mudar drasticamente a curva de preços”, diz.

A expectativa ainda é de maior disponibilidade de boiadas durante o mês de maio, pois as pastagens já apresentam sinais de desgaste em muitos estados, reduzindo a capacidade de retenção.

Do ponto de vista da demanda doméstica de carne bovina o saldo foi bastante positivo ao longo da primeira quinzena do mês, com um movimento de alta consistente no atacado, com destaque para o corte dianteiro e para a ponta de
agulha. “Somado a isso, precisa ser citado o bom desempenho das exportações com o câmbio oferecendo elevada competitividade a carne bovina brasileira. A China segue como relevante diferencial, absorvendo bons volumes de carne brasileira”, assinalou Iglesias.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, os preços se acomodaram em um período que conta com menor apelo ao consumo. “De qualquer maneira a nova rodada do auxílio emergencial
cumpre um papel relevante, fomentando o consumo de produtos básicos. A principal concorrente para a carne bovina ainda é a carne de frango, a mais acessível dentre as proteínas de origem animal, que conta com a predileção
do consumidor médio em um momento de dificuldades macroeconômicas”, assinala Iglesias.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,75 o quilo.

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