TENDÊNCIA

Carne de frango ganha competitividade ante dianteiro bovino, diz Itaú BBA

De acordo com analista, para cada quilo da proteína bovina, o consumidor brasileiro consegue adquirir quase três quilos da carne de frango

Por Canal Rural
29 de janeiro de 2021 às 17h12

Na média histórica, para cada um quilo de carne bovina do dianteiro, o consumidor brasileiro conseguia comprar dois quilos de carne de frango, de acordo com o analista de mercado Cesar de Castro Alves, do Itaú BBA. No ano passado, com a alta generalizada na arroba do boi, a relação chegou a superar três quilos da proteína da ave para cada um quilo dos cortes bovinos. Este ano, a proporção se mantém próxima desse patamar.

O analista não acredita em baixas significativas nos preços do frango, pois os custos de produção estão bastante altos, principalmente com milho e farelo de soja em patamares elevados. “Claro, depende também do lado da produção. Se o produtor trabalhar muito acelerado, a produção pode aumentar e pressionar os preços”, diz.

Apesar disso, segundo ele, é comum que até abril as cotações cedam um pouco. Diante disso, há certo receio no setor, pois os custos podem não acompanhar as baixas na proteína e pressionar ainda mais as margens dos criadores, que já estão apertadas.

Castro Alves lembra que nem mesmo as notícias de melhora no clima para a safra de soja foram suficientes para reduzir os preços do farelo, que em algumas regiões está cotado acima de R$ 3.000. “Eventualmente, isso pode acontecer se o dólar cair muito. Mas não acho que isso vai se configurar”, diz.

Tendência para a carne de frango

Caso a oferta de gado disponível para abate caia este ano, o analista diz que a carne de frango pode ganhar ainda mais competitividade no mercado interno. Além disso, com o fim do auxílio emergencial e a economia ainda em recuperação, a tendência é que o consumidor opte pela proteína de aves, que costumam ser mais baratas.